quinta-feira, 22 de abril de 2010

WHO R U?

 

alice-disney-caterpillar

The Caterpillar and Alice looked at each other for some time in silence: at last the Caterpillar took the hookah out of its mouth, and addressed her in a languid, sleepy voice.

“Who are you?” said the Caterpillar.

This was not an encouraging opening for a conversation. Alice replied, rather shyly, “I—I hardly know, Sir, just at present—at least I  know who I was when I got up this morning, but I think I must have changed several times since then.”

“What do you mean by that?” said the Caterpillar, sternly. “Explain yourself!”

“I can’t explain myself, I’m afraid, Sir,” said Alice, “because I’m not myself, you see.”

“I don’t see,” said the Caterpillar.

http://www.authorama.com/alice-in-wonderland-5.html

terça-feira, 13 de abril de 2010

O tal do BIP

despertador

Recentemente, fui presa por invadir uma casa e quebrar um aparelho eletrônico que havia nela com um martelo. Aleguei às autoridades que a culpa não era minha – eu tinha sido tentada a cometer esse crime –, mas, logicamente, ninguém ficou do meu lado. Explicarei agora o que REALMENTE aconteceu:

Dia 1

Estava eu em casa, relaxada, vendo minha novela das 8 (que começa às 9:15) quando começo a ouvir um BIP irritante. Naquele momento, não me preocupei muito com ele. Algumas horas depois, quando fui dormir, percebi que o tal do BIP ainda não havia parado. Bem, fechei a porta do meu quarto… Ainda o ouvia… Fechei a janela… BIP, BIP, BIP… Coloquei o travesseiro por cima da cabeça… Nada feito. Paciência, teria que dormir com o barulho.

Dia 2

Acordei às 4:00 da manhã; ao tentar desligar o despertador, reparei que ele estava desligado. Olhei em volta… nada. Ah! Era o tal do BIP. Comecei a ficar com um pouco de raiva, mas nada descontrolável. Já que não ia conseguir dormir de novo, adiantei o trabalho e arrumei a casa. Em seguida – nessa eram quase 6:30 – fui para o trabalho.

Assim que voltei, notei que o barulho, agora quase insuportável, continuava. Resolvi, então, dar uma de Sherlock Holmes e descobrir de onde vinha aquele som… Em 15 minutos, reparei numa casinha, aparentemente inofensiva, na esquina da minha rua; fui até ela e… AHAAA!!!! Era verdade, o BIP saía daquela casa! Toquei a campainha 1, 2, 3 vezes. Podem ter ido viajar, pensei para mim mesma. Entretanto, voltei mais algumas vezes na casa para me certificar disto.

De noite, decidir evitar o barulho da maneira mais racional possível: coloquei fones de ouvido (daqueles bem grandes).

Dia 3 – e último

Meu dia começou ritmado. Tudo o que eu fazia seguia a batida feita pelo BIP, meu café da manhã, meu banho, meu andar, tudo! O barulho havia se instalado em mim e eu precisava fazer isso parar. Não havia jeito: eu teria que invadir a casinha da esquina.

Assim fiz; pulei a grade com cerca elétrica (que estava, por sorte, desligada), usei uma técnica infalível para abrir a porta (clips e uma lixa de unha fina), entrei na casa e despedacei o despertador, já que, no meio do caminho, peguei um martelo na área de serviço.

Admito, foi um momento maravilhoso; sem barulho algum, só o silêncio – ao menos por um minuto e meio. Em pouco tempo escutei o alarme da casa soar e viaturas paradas em frente a casa.

***

Bem, digamos que, algumas horas depois, na delegacia, apareceu um vizinho meu que disse que eu não era assaltante, mas uma heroína por ter acabado com o BIP e que ele, no meu lugar, faria coisa muito pior. Não colou muito, mas, pelo menos, reduziu minha pena por apenas 3 dias (para ser “um aviso”, como disse o delegado).

O lado bom? Não havia mais o tal do BIP.

sábado, 3 de abril de 2010

Just a few more days

 

alice__white_rabbit_poster

quinta-feira, 18 de março de 2010

Calculadora 10 X 0 Eu

Acho que, pelo menos uma vez na vida, nos sentimos humilhados ao perder uma batalha. Pode ser contra a escola (bomba), um namoro, um jogo de videogame que seja. Hoje, foi o meu dia.

Bem, tudo começou com um dever de casa de álgebra, no qual, no meio do exercício, eu tinha que calcular a raiz quinta de 243. Tranquilo, eu pensei. Imediatamente peguei a calculadora. Meus problemas começaram aí. Primeiro, porque eu não fazia ideia de quais botões eu deveria apertar para que o resultado fosse mostrado; segundo, porque deviam ter mais de 50 destes botões. Ok, tentei fazer da maneira mais simples que encontrei. Nada. Novamente, procurei realizar a conta sem muita complicação. Erro. Comecei a perder a paciência. Uma terceira tentativa e... 1,354664265 (O.o)!!!

Lembrei então que a calculadora tinha um manual (sim, aquele aparelhinho de 50 cm³ tinha um manual complexo e interminável). Folheei 1000 vezes até, enfim, achar a tal da página sobre raízes. Lá, era mostrado passo a passo como fazer qualquer conta, desde as mais simples, até aquelas do ITA. Beleza, agora era fácil. Encarei uma quarta (e última) vez a calculadora, apertei o botão "=" e.... Ela TRAVOU !!!!!

Eu congelei. Aquilo não podia ter acontecido! Quando analisei, vi que a bateria tinha acabado. Ainda assim, ela devia ter avisado. Um "bip" que fosse. Mas assim não dava. Minha vontade, naquele momento, foi de DEFENESTRAR aquela coisa e tacar uma pedra imensa em cima.

Tentei me acalmar.

Quando recuperei o juízo, peguei uma folha de papel e uma caneta e comecei a resolver o problema da maneira antiga. Descobri, depois de perder de 10 a 0 para a calculadora.

O resultado era 3.