terça-feira, 13 de abril de 2010

O tal do BIP

despertador

Recentemente, fui presa por invadir uma casa e quebrar um aparelho eletrônico que havia nela com um martelo. Aleguei às autoridades que a culpa não era minha – eu tinha sido tentada a cometer esse crime –, mas, logicamente, ninguém ficou do meu lado. Explicarei agora o que REALMENTE aconteceu:

Dia 1

Estava eu em casa, relaxada, vendo minha novela das 8 (que começa às 9:15) quando começo a ouvir um BIP irritante. Naquele momento, não me preocupei muito com ele. Algumas horas depois, quando fui dormir, percebi que o tal do BIP ainda não havia parado. Bem, fechei a porta do meu quarto… Ainda o ouvia… Fechei a janela… BIP, BIP, BIP… Coloquei o travesseiro por cima da cabeça… Nada feito. Paciência, teria que dormir com o barulho.

Dia 2

Acordei às 4:00 da manhã; ao tentar desligar o despertador, reparei que ele estava desligado. Olhei em volta… nada. Ah! Era o tal do BIP. Comecei a ficar com um pouco de raiva, mas nada descontrolável. Já que não ia conseguir dormir de novo, adiantei o trabalho e arrumei a casa. Em seguida – nessa eram quase 6:30 – fui para o trabalho.

Assim que voltei, notei que o barulho, agora quase insuportável, continuava. Resolvi, então, dar uma de Sherlock Holmes e descobrir de onde vinha aquele som… Em 15 minutos, reparei numa casinha, aparentemente inofensiva, na esquina da minha rua; fui até ela e… AHAAA!!!! Era verdade, o BIP saía daquela casa! Toquei a campainha 1, 2, 3 vezes. Podem ter ido viajar, pensei para mim mesma. Entretanto, voltei mais algumas vezes na casa para me certificar disto.

De noite, decidir evitar o barulho da maneira mais racional possível: coloquei fones de ouvido (daqueles bem grandes).

Dia 3 – e último

Meu dia começou ritmado. Tudo o que eu fazia seguia a batida feita pelo BIP, meu café da manhã, meu banho, meu andar, tudo! O barulho havia se instalado em mim e eu precisava fazer isso parar. Não havia jeito: eu teria que invadir a casinha da esquina.

Assim fiz; pulei a grade com cerca elétrica (que estava, por sorte, desligada), usei uma técnica infalível para abrir a porta (clips e uma lixa de unha fina), entrei na casa e despedacei o despertador, já que, no meio do caminho, peguei um martelo na área de serviço.

Admito, foi um momento maravilhoso; sem barulho algum, só o silêncio – ao menos por um minuto e meio. Em pouco tempo escutei o alarme da casa soar e viaturas paradas em frente a casa.

***

Bem, digamos que, algumas horas depois, na delegacia, apareceu um vizinho meu que disse que eu não era assaltante, mas uma heroína por ter acabado com o BIP e que ele, no meu lugar, faria coisa muito pior. Não colou muito, mas, pelo menos, reduziu minha pena por apenas 3 dias (para ser “um aviso”, como disse o delegado).

O lado bom? Não havia mais o tal do BIP.

1 comentários:

Jeferson Cardoso disse...

Olá Thaís! Não repare em minha visita relâmpago, mas venho lhe convidar para ler o novo capítulo de “O Diário de Bronson (O Chamado)” e deixar o seu comentário.

Retornarei com melhores modos e mais tempo. Tenha um ótimo final de semana. Abraço do Jefhcardoso!

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